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Vila Galé minimalista abre no Porto de olho no mercado corporate

A nova unidade do grupo, no Cais das Pedras, não tem restaurante tradicional e aposta num turismo mais individualista e interessado em conhecer a cidade.

O Cais das Pedras é um oásis na zona ribeirinha do Porto, com uma vista privilegiada para quem por lá resolve passear e, ao mesmo tempo, acesso rápido aos vários pontos de interesse na Baixa da cidade. O pequeno viaduto iluminado que passa em cima do rio afasta o trânsito do Cais e deixa espaço para viver a cidade de uma forma mais calma. Foi neste local que o grupo Vila Galé juntou quatro edifícios e, em poucos meses, os transformou na sua nova unidade portuense, o Vila Galé Porto Ribeira, depois de um investimento de cinco milhões de euros.

A directora da unidade, Natália Oliveira, explicou à Event Point que este hotel é diferente do tradicional Vila Galé, tanto em termos de tamanho como de serviços. “Não existe um restaurante propriamente dito, há sim um ponto de encontro, para uma refeição mais ligeira, e para aproveitar a vista fantástica da esplanada exterior. Tem 67 quartos, mas não lhe quisemos chamar “boutique”, não é essa a visão do grupo para o hotel. Queremos que seja mais visto como uma unidade citadina com um novo conceito”, referiu a responsável. Natália Oliveira ressalvou que “habitualmente existem dois restaurantes nas nossas unidades, um com buffet e outro com serviço à carta e aqui o que nós achamos é que o turista procura conhecer a cidade. Não deixamos de ter uma possibilidade de refeição, mas mais aligeirada, moderna e prática”, explicou. Os quartos são standard ou com vista para o rio e, no contexto do conceito escolhido pelo grupo, são simples, mas confortáveis, contando com clientes mais interessados no Porto do que em ficar no hotel por períodos alargados. A estadia média, neste período inicial, não chegou aos dois dias.

A cinco minutos da Alfândega do Porto, o novo Vila Galé está de olho nos mercados corporate e individual, de várias nacionalidades. A unidade já está em contacto com o Centro de Congressos para atrair mais visitantes a negócios, mas a linha a seguir ainda está a desenhar‑se, tendo em conta que o hotel abriu portas no passado dia 1 de Outubro de 2017. “A dinâmica do cliente é que vai criar a estratégia. Vamos tentar seguir este projecto que é o mercado individual e coporate e ver qual é a reacção”, salientou Natália Oliveira.

Com uma taxa de ocupação no primeiro mês que ronda os 35%, a directora da unidade referiu que o grupo optou por um processo de abertura mais suave e que nos próximos meses irão intensificar‑se as acções de promoção do hotel, tendo em vista já a época alta que se inicia em Março.

Entre as características diferenciadoras da unidade conta‑se a aposta no tema da pintura, que está por todo o lado no edifício, desde os corredores até aos quartos, com homenagens a vários pintores, que começam logo no lounge de entrada. Além disso,o Vila Galé Porto Ribeira é uma unidade “paper free” desde a recepção, onde se assina num tablet, até às televisões dos quartos, nas quais se podem consultar as informações que normalmente estão espalhadas por vários folhetos e papéis. Os preços de abertura eram de 150 euros para um quarto standard e 180 para um standard vista rio, mas neste momento, com a época baixa, estão entre os 100 e 120 euros.

Natália Oliveira acredita que ainda há mercado para todos na cidade, mas receia os efeitos da falta de estruturas no turismo. “A minha preocupação é a estrutura de apoio, parques de estacionamento, etc. Se os turistas tiverem que esperar uma hora para estacionar ou entrar na livraria Lello pode tornar‑se complicado”, concluiu a directora do novo Vila Galé.

Tags: Hotelaria, Porto, Hotéis

15-03-2018