Outsite Mouco: Muito mais do que um hotel

Reportagem

19-03-2025

# tags: Hotelaria , Eventos , Hotéis

Desde o final de 2023, o Mouco pertence à Outsite, uma rede global de espaços de coliving e coworking.

A história, ainda curta, do Mouco, uma unidade hoteleira situada no Porto, na zona do Bonfim, cumpriu um marco importante em 2023 com a integração na rede Outsite. Esta rede, que tem um conceito ligado ao coliving, conta com 50 propriedades em alguns dos destinos mais interessantes para nómadas digitais e viajantes com uma abordagem mais flexível ao trabalho, oito das quais em Portugal.

A unidade do Porto tem 62 quartos, o que sai da norma das propriedades Outsite, normalmente com 20 a 30 quartos, e, por isso, 2024 foi um período em que o Mouco tentou “equilibrar o coliving e coworking, com o hotel clássico e acho que chegamos aqui a um bom meio termo”, sublinha Inês Castro, diretora do Mouco. Além disso, mantém-se a aposta cultural “forte”, marca distintiva deste hotel portuense.

Para eventos, o Mouco dispõe de várias áreas. Começando pelo café do cowork. “É um espaço que funciona muito bem em buffet, muito fluído e quando está bom tempo, temos este jardim maravilhoso, que ajuda bastante em termos de espaço”, detalha a responsável. Pode receber cerca de 40 pessoas sentadas (espaço interior e exterior) e até 70 pessoas em disposição volante. Existe uma cozinha interna, capaz de dar resposta a pequenos eventos, mas se o cliente quiser soluções “mais arrojadas”, o Mouco tem uma rede de parceiros sinalizada e com quem trabalha. O cliente pode, se entender, trazer o seu próprio fornecedor de catering.

Neste momento, os principais clientes no segmento eventos são nacionais, mas “temos pedidos internacionais, mais team retreats de empresas que trabalham remotamente e depois se juntam numa localização”, refere Inês Castro.

Os primórdios do Mouco estavam muito ligados à música, basta pensar que Mouco é o acrónimo de Música e Outras Coisas, e isso mantém-se, agregando agora novas valências. A Musicoteca é uma sala, como o próprio nome indica, muito ligada à música, recheada de vinis, que os hóspedes, aliás, podem levar para os seus quartos. Aqui é possível organizar pequenos workshops, reuniões, e outros eventos mais pequenos. O espaço tem capacidade para 30 pessoas em teatro, 18 em reunião e 20 em refeição.

Uma sala que não parece de hotel

As salas de co-working são também elas potenciais espaços para eventos, mas o principal espaço é mesmo a sala Mouco, uma sala que já tem alguma importância no roteiro cultural e musical da cidade do Porto. O espaço tem curadoria musical e a programação contempla artistas nacionais e internacionais, de diferentes géneros musicais. Esta programação “traz muita vida ao hotel”. Para gerir os vários públicos da unidade, “o que fazemos é que os horários dos concertos e dos eventos têm de ser sempre mais cedo, nunca temos concertos depois das 11 da noite. Temos sempre esse cuidado, porque a parte do alojamento também existe e temos de cuidar dos hóspedes”, refere Inês Castro.

A Sala Mouco tem 240 m2 e com o palco montado tem capacidade para 320 pessoas em pé e 150 em plateia. É possível retirar o palco, se houver um pedido especial. “Temos uma facilidade a nível de eventos muito grande porque toda a tecnologia já está cá, a nível de projeção, som e luzes”, explica a diretora. Esta sala, como é também para concertos, tem um apoio de bar, que pode ser usado em eventos corporativos. “É uma sala que funciona muito bem porque é diferente do que existe no mercado, mais industrial, não o clássico de hotel de 4 estrelas”, lembra Inês Castro.

Antes da integração na Outsite, o Mouco tinha algumas salas de ensaios para músicos, essas salas foram alteradas e transformadas para salas de reuniões, que têm a vantagem de serem insonorizadas. Há ainda uma sala de gravação de podcasts – para ir de encontro ao novo conceito do hotel -, e dois camarins, de apoio aos concertos.

Em termos de objetivos para este ano, eles passam por “crescer a parte dos eventos, porque é isso que estamos aqui a focar-nos mais, nos eventos corporativos, e também trabalhar nos preços médios, nas taxas de ocupação. Temos aqui uma expectativa bastante positiva para este ano”, remata Inês Castro.


© Cláudia Coutinho de Sousa Redação