Tox’Inn celebra 20 anos e renasce como Bloomer

Entrevista

01-04-2025

# tags: Agências , Eventos

A celebrar 20 anos de atividade, a Tox’Inn renasce como Bloomer, uma nova identidade “que simboliza crescimento, energia e transformação”.

Os 20 anos da Tox’Inn foram assinalados com pompa e circunstância, com uma festa sob o mote ‘20’s revolution’, que juntou colaboradores, clientes e parceiros. Mas a celebração foi mais longe e a noite de festa marcou “o início de uma nova história”. Afinal, a equipa está pronta “para mudar do marketing promocional para o marketing de experiências”.

“Com 20 anos reinventamo-nos, como qualquer pessoa que cresceu. a Tox’Inn irá renascer como Bloomer – um nome que simboliza crescimento, energia e transformação. Com o empenho de sempre, mas com o olhar no futuro, a nossa missão será a de gerar experiência únicas, adaptando-se sem se deixar estagnar, mas com as raízes fortes como nunca. A Bloomer vem trazer ao mercado ‘a new marketing experience’. Agora é deixá-la florir”, conta Joana Grácio, CEO e partner da empresa, à Event Point.

A Tox’Inn renasce, assim, com uma nova identidade, “que representa, melhor do que nunca, a nossa essência. O nosso inconformismo, a nossa vontade de crescer a cada desafio estará bem patente – porque mais do que uma marca, somos uma empresa que procura adicionar sempre algo mais”, acrescenta a responsável. O slogan da empresa é ‘Always adding a little extra’, “porque é assim que somos, uma equipa que honra o passado, mas que olha para o futuro como o seu combustível”.

“Volvidos 20 anos, a energia (e magia) mantém-se viva”


Joana Grácio descreve este percurso de 20 anos como “uma experiência inigualável”, que vive “intensamente desde o primeiro dia”. Este foi o seu primeiro projeto, “onde palavras como resiliência e proatividade foram (e vão) muito além do papel”. Grata a todos os que fizeram e fazem parte deste caminho, a responsável diz acreditar “no poder da colaboração e do trabalho em equipa, e esta viagem prova essa força – foi ela que nos trouxe até aqui”.

É um caminho feito de momentos marcantes, a começar com a criação da agência, “um momento decisivo”, que, “apesar de empolgante foi também um momento de alguns medos, angústias, indecisões”.

O caminho “nem sempre foi fácil”. “Recuei algumas vezes para conseguir avançar mais tarde. Mas, de facto, substituo a palavra segredo por resiliência, que só por si reserva a força necessária para superar as adversidades”, afirma Joana Grácio, para quem o “inconformismo” é uma das características da agência, já que “é com ele que vamos encontrar novas soluções onde outros veem problemas”.

“Foi assim que conseguimos fazer o que há 20 anos não existia: verdadeira cobertura dos nossos serviços a nível nacional. Começámos em Lisboa, lutámos para ver o escritório do Porto nascer – logo se seguiu Coimbra, Faro e até Madeira e Açores. Algo que almejei desde o início e que muito me satisfaz ter conseguido alcançar”, aponta.

A pandemia foi um desafio comum; uma fase que “veio mostrar o quão importante é conseguirmos adaptar-nos às circunstâncias”. A Tox’Inn não baixou os braços e lançou a plataforma ‘SOS pais em casa’. “Este é um projeto de especial orgulho: conseguimos ajudar inúmeras famílias a tornar uma fase complicada em algo mais leve, ajudando os filhos. Ao mesmo tempo, desenvolvemos competências na equipa que nos acompanhava, desenvolvendo um verdadeiro espírito de missão neste período. Soubemos adaptar-nos às necessidades e é isso que nos impede de cair”, explica a responsável.

Um outro momento especial foi a implementação de uma ferramenta de comunicação e de trabalho para a equipa da Tox’Inn. “O lançamento da nossa própria aplicação foi um verdadeiro turning point para nós e para quem nos acompanha. Um salto em função da eficiência e da produtividade, reconhecido por todos os que por ela foram impactados.”

Deste caminho, Joana Grácio faz um balanço “francamente positivo”. “Volvidos 20 anos, a energia (e magia) mantém-se viva. Olhar para trás e ver o quanto crescemos (em equipa, em abrangência geográfica, em inovação) deixa-me orgulhosa no que, juntamente com a minha equipa, construí. Mas o melhor ainda está para vir”, garante.

“Temos também assistido a uma subida dos eventos chave na mão”


A Tox’Inn, agora Bloomer, é uma empresa “que estima o valor das pessoas e do impacto das mesmas nos eventos e nas nossas ações. E isso é visível para fora e valorizado pelos nossos clientes”. O core business da agência é “a ativação dos nossos embaixadores de marca – que conhecemos como promotores & hospedeiras – assim como drivers, serviço de imagem (fotografia, vídeo, make up), credenciação digital e reporting”.

Mas, continua Joana Grácio, “temos também assistido a uma subida dos eventos chave na mão, uma vez que vivemos cada vez mais numa era de eficiência de recursos por parte das empresas”.

Sobre o evento mais desafiante e que é uma referência para a agência, Joana Grácio destaca o Rock in Rio, um evento que se repete, o que é só por si “um estímulo acrescido”, mas que anualmente apresenta novos desafios.

Para a CEO da Bloomer, este é um “evento com impacto não só na cidade onde ocorre, como no país que o recebe”. Além disso, “tem sido presente na nossa história desde o início, sempre com novos desafios: quer pelo número de clientes (crescente) de edição para edição, quer pelas implementações a concretizar”.

“Para uma empresa como a nossa, que está focada em proporcionar experiências únicas a pessoas, outro dos desafios é o número avultado de recursos envolvidos em cada uma das edições. Tendencialmente aquele que nos leva a um esforço logístico maior, uma gestão eficiente dos recursos, uma preparação mais intensa e que só termina bem depois do último concerto, depois da desmontagem, reporting e balanço geral do evento”, acrescenta.

“Vemos com muita alegria uma nova era no horizonte”


Um desafio de hoje, que é também uma tendência, é “a combinação com a tecnologia em eventos, mas também o bem-estar dos participantes”. De acordo com Joana Grácio, “a experiência do consumidor e a relação próxima tem de estar no centro de tudo”. Além disso, “a personalização dita também uma tendência, sendo algo que temos valorizado e enaltecido sempre que possível”.

Outra tendência cada vez mais presente, “e ainda bem”, é a inclusão. “Pouco se fala (e nada se falava), mas tem vindo a ser um ponto de honra quer por alguns organizadores de eventos, quer por algumas marcas. Não só na acessibilidade, mas também na possibilidade de oferta de trabalho a perfis mais diversificados (que nem sempre tiveram as mesmas oportunidades num mercado altamente competitivo)”, frisa.

Hoje, a indústria dos eventos depara-se com alguns desafios e um deles é a tecnologia, com a qual Joana Grácio tem “uma afinidade especial”. “Sou fã assumida de automatismos, porém, existe um lado perverso relativo ao avanço tecnológico desenfreado. O lado humano tem de ser valorizado – e não o podemos ignorar”, sublinha.

Segundo Joana Grácio, “temos cada vez mais ferramentas para fazer mais e mais rápido, mas nunca parece suficiente. Espera-se disponibilidade constante, enquanto a comunicação se torna cada vez mais digital. Talvez por isso procuremos experiências sensoriais que nos reconectem. No fim, a tecnologia depende de nós. Que a usemos com inteligência, a nosso favor e não contra”.

Joana Grácio realça ainda os desafios relacionados com a “pressão” e os “prazos apertados” no setor, que se torna agora “mais visível e impactante”. “Existe uma obrigação implícita de ‘estar sempre contactável’, ‘disponível’. Sem as ferramentas certas o impacto desta pressão na saúde mental é inegável. Por isso mesmo promovo, junto da minha equipa, o equilíbrio." Considera ser importante a preservação do tempo de ócio ("verdadeiro, à antiga"), mas sem "deixar cair o tempo produtivo".

Relativamente ao futuro, “vemos com muita alegria uma nova era no horizonte”. Joana Grácio assegura que a equipa está pronta “para deixar os sonhos que sempre tivemos voar ainda mais alto, porque sabemos que nunca seremos mais um”.

“Este será um turning point, que acompanha o mercado: estamos prontos para mudar do marketing promocional para o marketing de experiências. Estar mais próximo do que são os desafios dos negócios proporcionando experiências reais, autênticas, impactantes e inesquecíveis – de uma geração que não se contenta com o simples (e com humildade de aprender sempre mais), mas que honra as suas raízes e tem agora muito mais segurança a cada passo que dá”, conclui.

© Maria João Leite Redação